*qdo vc chegou minha cabeça estava cheia com um fantasma e não soube ver o q o mais cego veria e escutei como surda suas palavras e por isso não pude ler nas entrelinhas até q se tornaram um título bem grande estampado em um outdoor q não estava no caminho por onde eu andava...
qdo vc me falou eu queria querer, queria pq sabia q tudo era verdadeiro mas me tornei clichê e fiz sem pensar q com este gesto acabaria envolvendo mais do q deveria e dessa vez tenho convicção de q não foi vc quem criou expectativas mas eu te iludi a ponto de vc sentir a dor q eu sentia...
sem q me desse conta te envolvi e fiz vc acreditar q eu prometia coisas q não podia prometer pois eu ainda não as tinha pra te dar e assim q percebi esse ato egoísta e fugaz já era tarde de mais, as esperanças já haviam sido depositadas e a espectativa crescia cada vez mais...
fiz tudo isso ruir como se nada mais importasse pra mim a não ser o fantasma q jamais me pertenceu, jogando fora como quem joga uma caneta sem tinta, sem apego e sem dar novas chances, um ombro, um abraço, umas risadas e tudo q era ofertado de melhor, do seu melhor...
mesmo vc ficando eu não fui capaz de perceber, mesmo a assombração se indo eu não fui capaz de entender, procurava em outros rostos o q no seu eu sempre tive, em outras conversas o q ninguém mais sabia me dar, em outras bocas uma boca q na verdade era a sua, mas nada me fazia acordar...
qdo vc se foi eu percebi, q vc se foi não pra me deixar, mas sim pra se encontrar em algo q nunca te dei, se foi mais ainda está aqui e por tempos eu desejei q voltasse... como voltar se nunca me deixou? Nunca me deixou na mão, nunca me deixou sem seu carinho e nunca me deixaria sem sua alegria... na verdade fiz de tudo para q fosse, e se foi, se ia, e voltou, diferente, verdadeiro e mais consciente, voltou arrependido e faria de tudo pra q nada disso tivesse mais efeito...