de uns tempos pra cá venho me questionando a respeito de mim mesma...
do meu jeito de ser até o meu jeito de vestir, dai veio a pergunta: estaria eu mudando?
e a resposta? cadê?
então! num tem né... acho...
e essas questões banais me vieram a partir do momento que me vi diante de uma coisa q eu não sei explicar, portanto a chamaremos de COISA...
essa COISA não tem cheiro, não tem cara, até tem mas é mais pra careta q pra cara, não tem endereço gravado na nossa cabeça, não tem voz, não tem lembranças, é só uma COISA mesmo... mas dai pq me senti ameaçada?
pq? pq? PQ??????
parei, analisei e resolvi enfrentar de vero...
essa COISA por mais q tenha tentado me enganar e se enganar, até q me ajudou a ver uma realidade escondida pelas picuinhas diárias e soterrada por um esteriótipo q eu insistia em manter de garota má...
descobri q cada um supre os buracos da maneira q dá, mas atendem as suas vontades e a vidinha vazia passa a se preencher de sei lá o q, mas se preenche...
já eu estava tentando esvaziar, não me pergunte o pq, vc não é a Rejane! (nem a Ju)...
mas dai achei q tinham me roubado o q eu queria esvaziar de pouquinho até o fim da vida... e com esse esvaziamento, jogaria fora sentimentos e momentos...
mas de repente, afrontada por essa COISA, me senti comum, me senti vulnerável, me senti idiota, contudo percebi q eu não era má... estava longe de ser e descobri q a frustração poderia vir disso... eu não preciso ser má... aliás com esse meu tamanho nem tem como mesmo... mas uma ocasião determinou q eu fosse essa pessoa dura e forte, o q eu não entendi é q tem hora certa pra isso e se eu baixar a guarda não deixarei de ser determinada...
descobri q não preciso matar um leão por dia dentro de mim mesma, deixa essa força pra usar lá fora, láá no banco pra brigar com o gerente, lá no trampo pra reconhecerem meu esforço, mas aqui não jacaré...
aparentar comum é legal, parabéns pra quem é, mas eu não! de jeito nenhum, simplesmente não dá... pelo q vivi, pelo q sei, pelo q gosto e desgosto... pelo q penso e pelo q faço... insanidades à parte, mas sempre com uma pitada de moderação...
percebi q posso usar calça social além da entrevista de trabalho ou aquele jantar chato com o povo do escritório e não preciso usar blusinhas pretas todo tempo pra gostar de rock... posso usar scarpins e sandálias de salto q não sejam anabelas e não ficar extremamente paty... só um pouquinho... e manter esse meu espírito inquieto que queria revolucionar o mundo, minha inteligencia musical e minha rebeldia construtiva... continuar porra louca, mas só pra quem me conhece de verdade...
vi que posso fazer aula de dança do ventre sem ofender o Renato Russo e o Eddie Vedder e deixar meu amor de boca aberta literalmente, depois de uma apresentação...
até meu gosto musical eu questionei... mas gosto não se discute... não vivo sem a Leila e não adianta... vou continuar gostando de bandinhas q ele não curte, mas q falam de coisas tão parecidas comigo...
vou continuar gostando de Brasília, aquela q eu acordei, abri a janela do busão e vi a catedral e só então acreditei q tava na capital da porra do Brasil... estando lá, vc só consegue pensar em Legião, Arquitetura e no ar seco do caralho q destrói o meu nariz... mas não passe pela rodoviária ao anoitecer... isso eu aprendi...
mas confesso q o sotaque mineiro perdeu todo o seu encanto...
e passei a olhar a poRta do meu apaRtamento com outros olhos... olhos de curiosidade, olhos brilhantes e anciosos...
passei a olhar pra pessoa q está do meu lado, passei a ouvir e a desejar com todo meu carinho e amor mesmo... passei a me ver, a me sentir por completo ou não, mas o q importa é q eu parei de esvaziar...
agora eu agrego coisas, as boas e as más e as ultimas eu transformo para o meu usufruto... o nosso crescimento...
ufa!